MÚSICA NA LITURGIA | Parte 1

- Resgante das antigas formações do site Trilha da Luz -

Por Ederson Teixeira, no ano de 2004.



O canto e a música desempenham sua função de sinais de maneira tanto mais significativa por ‘estarem intimamente ligados à ação litúrgica’ , segundo três critério principais: a beleza expressiva da oração, a participação unânime da assembleia nos momentos previstos e o caráter solene da celebração. Participam assim da finalidade das palavras e das ações litúrgicas: a glória de Deus e a santificação dos fiéis (...)” Catecismo da Igreja Católica, 1157


Você que é músico católico que toca e canta na missa deve ter total ciência de sua responsabilidade na liturgia. Missa não brincadeira, muito menos Show, onde eu mostro o quanto eu toco ou canto bem. Na missa nós vivemos o mistério que está sendo celebrado: a vida, o sacrifício do Calvário e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo e Sua ressurreição.


O ministério de música deve levar o povo a profunda oração através da música. Não deve fazer uma música “enfeite”, uma música que fica “bonitinha” em tal momento. Deve fazer com que todo o povo participe, sem abafar a voz do povo. “Quem canta bem, reza duas vezes”. (Sto. Agostinho)


O músico litúrgico deve tocar, deve cantar para “a glória de Deus e a santificação dos fiéis”, mas para isso ele deve conhecer a liturgia. Deve estar ligado intimamente a liturgia. Saber que existem tempos litúrgicos (Advento, Nata e Epifania, Quaresma, Páscoa, Pentecostes e Tempo Comum), que também existem momentos litúrgicos (Entrada, Glória, Comunhão, etc) e que cada assembléia local tem a sua realidade.


“O canto litúrgico, intimamente ligado com o texto, constitui parte integrante da liturgia.” (SC 112)


Liturgia é serviço ao povo. Serviço de Deus e dos homens, onde a Igreja é serva à imagem do seu Senhor, o único “liturgo”, participando de seu sacerdócio (culto) profético (anúncio) régio (serviço de caridade)” (CIC 1070). A postura do músico na liturgia deve ser de servo, a de quem está ali para servir ao próximo. O músico na liturgia não é melhor que ninguém na assembleia, mas sim servo. Deve “lavar os pés” da assembleia.


“Servir à assembleia é a base de toda liturgia verdadeiramente pastoral... Trata-se de introduzi-las sempre mais, pela fé, nos mistério de Jesus Cristo.“ (Estudo 79 – A Música Litúrgica no Brasil, nº 171)


E é bom também que o músico tenha um repertório conhecido para que a participação da assembléia no canto sobreviva. Isso não quer dizer que o músico não deve tocar músicas novas, mas sim, que deve dosar as músicas, ensinado à assembléia as músicas novas antes da celebração e tocar as músicas que o povo já conhece, que já faz parte do repertório local.


Ministro de música é ponta de lança. Esta exposto por estar muitas vezes a frente na missão evangelizadora. Logo, ele deve estar preparado. Estudar a liturgia é se preparar para a missão que Deus lhe deu. Esteja sempre ligado a ação litúrgica, pondo o seu dom a serviço de Deus e dos homens.


Por Ederson Luis Teixeira Pinto, em 18 de novembro de 2004, aos 21 anos.

Posts Em Destaque